Terça-feira, Julho 07, 2009
Escrito por Green Tea em Terça-feira, Julho 07, 2009

É o nome de uma das mais fenomenais canções do Manel Cruz no projecto Foge Foge Bandido.
E que eu finalmente vou poder ouvir quando e onde quiser porque finalmente consegui comprar uns fones decentes para o meu bebé.


O meu bebé foi uma das minhas prendas de aniversário no ano passado dadas pelo namorado, e incluía uns fones XPTO iguais ao da imagem, com aquela borrachinha maravilha que se enfia no ouvido e tudo e tudo e tudo. Ora se isto foi há mais ou menos 8 meses, devo dizer que tanto tempo foi um recorde absoluto em termos de durabilidade de fones nas minhas mãos.
Então pus pernas ao caminho, fui ao meu antigo trabalho, matar saudades do Capitão Iglo e do alentejano mais porreiro de Portugal e comprar uns fones da Sony. E é sempre bom voltar ali. Agora, vistas as coisas de longe, estou bem melhor, tenho um horário pacato, um ordenado mais jeitoso, um ambiente mais calmo, etc., mas quando a impressora avaria ou o computador começa a querer amuar, lá salta a veia da vendedora de informática que houve em mim, e zás! tudo ao seu lugar. Há coisas que efectivamente não se esquecem... Ontem foi mesmo desses dias bons para voltar lá. Mas ainda assim, hoje de manhã quando me sentei no trabalho, gostei da sensação de pôr os verbos no passado, porque é assim que faz sentido. E postas assim as coisas, resta-me enfiar os fones no ouvido e devorar as músicas do meu bebé.


(em breve espero pôr aqui posts decentes e originais)

 
Quinta-feira, Julho 02, 2009
Escrito por Green Tea em Quinta-feira, Julho 02, 2009

Trabalhei demasiado tempo no comércio

Só assim que justifica que, de cada vez que passo por isto:

leia isto:

Peço-vos compreensão pelas minhas incursões na alteração de imagens.
De qualquer dos modos, nunca baixamos os preços não me parece uma boa política...

 
Sábado, Junho 20, 2009
Escrito por Green Tea em Sábado, Junho 20, 2009

Já tinha escrito aqui sobre isto. E hoje veio a propósito, enquanto subia com o namorado a rua dos Armazéns do Chiado, em corrente contrária à da marcha do orgulho gay.
Ora a minha costela canhota admite que um casamento civil é um contrato e que o sexo dos participantes é pura e simplesmente irrelevante para o bom ou mau cumprimento desse mesmo contrato (a minha costela católica abstém-se).
Não obstante, marcha do orgulho gay? Espera, orgulho? Eu não tenho orgulho em ser hetero. Nem orgulho nem poder de decisão, é assim que sou. Acredito que a homossexualidade, ao invés do que o DSM disse durante muitos e demasiados anos, não é uma doença, pelo que ninguém escolhe a sua orientação sexual. Daí que orgulho me pareça uma palavra totalmente descabida. Se me disserem que têm orgulho em ser capazes de o admitir perante uma sociedade preconceituosa, aí sim, aí concordo. Mas em ser gay? É quase (e este quase é imenso) a mesma coisa de ter orgulho em ser branco, preto ou amarelo às riscas.
É a isto que se expõem as minorias, quando tentam chamar a atenção, correm o risco de serem desacreditadas e descredibilizadas.

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Quarta-feira, Junho 03, 2009
Escrito por Green Tea em Quarta-feira, Junho 03, 2009

(Eu cá não tenho o dom da escrita acutilante)

Nem incisiva e certeira. Ele tem, e sobretudo escreve com a despreocupação desprendida de que se está nas tintas para o que os outros dizem quando falam para o ar, desafia-o um bom argumento, aguça-lhe o espírito e a escrita uma qualquer causa que lhe faça sentido. Como esta:


De trato não fácil, mas de pensamento claro, aconselho uma ou mais olhadela e este post e a este outro

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Não há muito a acrescentar, quanto muito, há muito a fazer. Dois dedos de testa fazem falta a muita gente que não se aperceberá da dimensão da falta de escolha ...

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Quinta-feira, Maio 28, 2009
Escrito por Green Tea em Quinta-feira, Maio 28, 2009


... e dizem-me, mal me conhecendo:
- Ah, não gosto, o Saramago é muito comuno-parvo para meu gosto.
- Mas já leu este, em particular?
Este é, dos livros de Saramago, o que maior murro no estômago me deu, não pela esquerdice implícita, mas pela ingenuidade que retrata, pela secura que se desfia em cada página.
- Não, esse não, não gosto dele.

Ora eu gosto, e muito, do Saramago. Mais, eu sou de esquerda. Dextra de corpo, canhota de alma. Não comunista do assim se vê a força do pêcê nem bloquista pseudo-intelectualóide, menos ainda socialista de trazer por casa, mas de esquerda, convicta. Há-de haver um tempo em que as ideias se sobreporão aos rótulos que as distorcem. Como um livro do qual achamos que podemos não gostar, mas só o saberemos se o lermos...

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Domingo, Abril 12, 2009
Escrito por Green Tea em Domingo, Abril 12, 2009

Novamente, um texto que até poderia ter publicado aqui...

Como afastar as pessoas da igreja: receita infalível

Celebra-se hoje a Páscoa. Para os fiéis cristãos, é o tempo mais importante de todos. Supera, de longe o Natal. Nascer, todos nascemos, quanto a ressuscitar, parece que o caso fia mais fininho (se bem que para ressuscitar seria preciso termos nascido, mas isto será tautológico e fora deste âmbito).

Crê a Igreja, una, santa, católica (e portanto universal) e apostólica (e portanto evangelizadora) que a Vigília Pascal é o expoente máximo da fé. Ocorre no sábado seguinte à sexta-feira Santa e anuncia, em primeiríssima mão, a ressurreição, constatada apenas na manhã seguinte pelas mulheres que se dirigem ao sepulcro. E que notícia, e que anúncio!! Para os fiéis, mais cegos ou mais pensantes, esta é, em verdade, a pedra central de toda a cristandade: Cristo vive, Cristo derrota a morte (diz-se até que foi por nós) e todos fazemos parte do Corpo de Cristo.

Muito bem. É a fé, e a fé pode debater-se, argumentar-se, pode julgar-se até, mas não se pode querer ter ou querer não ter: tem-se. Não é apenas racional, direi até que o essencial da fé é vivido e manifesto, não apenas teorizado. Ora bem, mas isto é muito, muito aborrecido. Então temos uma das maiores igrejas da cidade com pouquíssima gente às 22h, quando se inicia a Vigília! Mas porquê, penso eu, se hoje em dia até volta a estar na moda? Depois entendi, e passo a explicar a receita do paroco para o sucesso da missão cada vez mais notória da igreja: afastar as pessoas! Sei de um tal décimo sexto que iria aprovar:

Primeiro, inundem a assembleia com um incenso forte. Poderoso, daquele que se infiltra nos pulmões e que desencadeia uma onda de tosse atroz.

Segundo, ponham o coro a cantar tudo, tudo, em latim. Porque se ainda há quem saiba o que quer dizer kyrie eleison e ora pro nobis, o resto é chinês. Ou latim, neste caso.

Terceiro, dêem ao coro um microfone em 734ª mão, de modo a não se entender mesmo nada.

Quarto, as nove leituras devem ser lidas com um ar de frete. Os salmos gritados, vociferados e resmungados. O evangelho lido da forma mais desinteressante possível.

Quinto, não esquecer, de vez em quando, o próprio celebrante deve regressar ao latim.

Sexto, não avisar quantos são os catecúmenos nem quais os sacramentos que irão receber: assim podem surpreender a assembleia com uma quantidade considerável de padrinhos e flashes fotográficos.

Sétimo, as ladainhas também devem ser em latim, e sempre longas... nunca é demais.

Com isto entretêm o povo durante duas horas e ainda nem entraram na parte da eucaristia propriamente dita. Se tudo correr bem, já existem poucos sobreviventes...

Eu, vim embora. Ele vive, mas não ali, quase de certeza...

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Segunda-feira, Abril 06, 2009
Escrito por Green Tea em Segunda-feira, Abril 06, 2009

As traduções para português são sofríveis. "Suicidaranse"? Esta foi a que me ficou na cabeça, mas já apanhei várias. Se era uma tentativa de criar uma nova palavra, tudo bem, mas num canal que pretende transmitir algum rigor científico, o erro é pouco menos que crasso.
Eu sei que nos rodapés das televisões nacionais existem erros todos os dias. Alguns de inserção de caracteres, o que é eventualmente desculpável, outros de gramática ou de vocabulário simples. "Vocês" não leva cedilha. Mas cá na terrinha eu até entendo, e até me habituo (experimentem ler os rodapés como passatempo, a sério). Agora no Canal de História? Pá!!

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